Todos Podemos

Nem todos revelamos grandezas, mas todos podemos cultivar humildade.
Nem todos demonstramos conhecimentos superiores, mas todos podemos estudar.
Nem  todos  conseguimos  sustentar,  economicamente,  as  boas  obras,  mas  todos  podemos
efetuar essa ou aquela prestação de serviço.
Nem todos guardamos a competência ou o dom de curar, mas todos podemos, de um modo
ou de outro, auxiliar aos nossos irmãos enfermos.
Nem todos estamos habilitados para mandar, mas todos podemos servir.
Nem todos somos heróis, mas todos podemos ser sinceros, justos e bons.
Nem todos nos achamos em condições de realizar muito no socorro aos que sofrem, mas
todos podemos oferecer algo de nós, em favor deles.
Não alegueis indigências, pequenez, fraqueza, incapacidade ou ignorância para desertar do trabalho a que somos chamados. Comecemos, desde agora, a edificação do Reino de Deus, em nós e em torno de nós, através do serviço que já possamos fazer.

[Albino Teixeira]

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Não Desista!

Mesmo que as sombras temporariamente visitem seu coração, persista.
Confia, pois Jesus continua sempre ao lado seu.
Confia, pois a noite escura sempre anuncia um dia de luz para aqueles que perseveram e seguem adiante.
Confia, pois ninguém sofre na Terra sem o auxílio do Senhor.
Confia, pois amanhã sempre nascerá um novo dia para aqueles que não desistem de viver.

Não desista!
Se a morte chegou próxima de você e retirou de seu convívio um doce amor dos dias seus, confia no Senhor, pois quem ama, devolve a Deus o seu melhor, mesmo que tenha sido alguém que você amou. Ele, ao certo, continua vivo muito além de sua tristeza.

Não desista!
Quem vive com Jesus sempre conquistará a vitória e aqueles que trabalham em nome do Senhor, encontrarão o triunfo na certeza que o trabalho é o caminho que renova e eleva cada filho ao Senhor.
Portanto, mesmo que os dias pareçam sombras sem fim, amanhã, o Senhor lhe oferecerá uma nova oportunidade para você seguir e encontrar com fé, sua felicidade.

[Gilvanize Balbino Pereira / Ferdinando]

Decisão e vontade

Incerteza parece coisa de pouca monta, mas é assunto de importância fundamental no caminho de cada um.

As criaturas entram na instabilidade moral, habituam-se a ela, e passam ao domínio das forças negativas sem perceber.

Dizem-se confiantes pela manhã e acabam indecisas à noite.

Freqüentemente rogam em prece:

– Senhor! Eis-me diante de tua vontade!…

Mostra-me o que devo fazer!…

E quando o Senhor lhes revela, através das circunstâncias, o quadro de serviço a expressar-se, conforme as necessidades a que se ajustam, exclamam em desconsolo:

– Quem sou eu para realizar semelhante tarefa?

Não tenho forças.

Ai de mim que sou inútil!…

Sabem que é preciso servir para se renovarem, mas paradoxalmente esperam renovar-se sem servir.

Dispõem de verbo fácil e muitas vezes se proclamam inabilitadas para falar auxiliando a alguém nas construções do Espírito.

Possuem dedos ágeis, quais filtros inteligentes engastados nas mãos; entretanto, costumam asseverar-se inseguras na execução das boas obras.

Ouvem preleções edificantes ou mergulham-se na assimilação de livros nobres, prometendo heroísmo para o dia seguinte, mas, passada a emoção, volvem à estaca zero, à maneira de viajante que desiste de avançar nos primeiros passos de qualquer jornada.

Louvam na rua o equilíbrio e a serenidade e, às vezes, dentro de casa, disputam campeonatos de irritação.

O dever jaz à frente, a oportunidade de elevação surge brilhando, os recursos enfileiram-se para o êxito e realizações chamam urgentes, mas preferem a fuga da obrigação sob o pretexto de que é preciso cautela para evitar o mal, quando o bem francamente lhes bate à porta.

Trabalho, ação, aprendizado, melhoria!…

Não te ponhas à espera deles sob a imaginária incapacidade de procurá-los, à vista de imperfeições e defeitos que te marcaram ontem.

Realização pede apoio da fé.

Mãos à obra.

Tudo o que serve para corrigir, elevar, educar e construir, nasce primeiramente no esforço da vontade unida à decisão.

[Francisco Cândido Xavier, Emmanuel. Livro: Rumo Certo]

Carnaval, carnaval…

SOBRE O CARNAVAL

“Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.
“É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.
“Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
“Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
“Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.
“Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretenciosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.

“É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral”.

Emmanuel (espírito)

Psicografado por Francisco Cândido Xavier em Julho de 1939

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Silêncio necessário

O silêncio faz grande falta na civilização contemporânea.

Fala-se em demasia, e, por conseguinte, fala-se do que não se deve, não se sabe, não convém, apenas pelo hábito de falar.

Na falta de um assunto edificante, ou indiferentes para com ele, as pessoas se utilizam de temas negativos, prejudiciais ou sórdidos, denegrindo a própria alma, insultando o próximo e consumindo energias valiosas.

Há uma preocupação excessiva em falar, opinar, mesmo quando se desconhece a questão.

Parece de bom-tom a postura de referir-se a tudo, e de a respeito de tudo estar a par.

Aumenta, assim, a maledicência, confundem-se as opiniões, e entorpecem-se os conteúdos morais das palavras.

Se cada pessoa falasse apenas o necessário e no momento oportuno, haveria um salutar silêncio na Terra.

Não o silêncio da indiferença, do descaso, da passividade, mas o silêncio do respeito, das conclusões não precipitadas, das análises mais completas sobre as coisas.

Sabemos tão pouco da vida alheia para opinar com acerto, para desenvolver uma crítica, para julgar.

Somos meros aprendizes de todas as áreas do conhecimento, para emitir opiniões sobre tudo.

Somente o silêncio nos ensinará a ouvir mais, a desenvolver a virtude da humildade, essa que nos faz compreender que, mesmo sendo sábios em muitas áreas, temos muito ainda a aprender.

Somente o silêncio poderá nos abrir a alma para as inspirações do Alto, para escutar os bons conselhos, as orientações salutares, que surgem nos momentos de meditação e oração.

Somente o silêncio no Espírito propiciará que contemplemos uma obra de arte, sentindo-a em todas as suas nuances.

Somente o silenciar das ingratidões que sofremos, conseguirá fazer com que entremos no sentimento do próximo, despertando em nossos corações a piedade, que em seguida irá se converter em ação no bem.

Somente o silêncio das palavras vazias poderá dar lugar ao canto magnífico da oração, às vozes que brotam de nosso coração.

Usa o silêncio necessário.

O silêncio faz bem àquele que o conserva.

Jesus calou muito mais do que falou.

Os seus silêncios sábios são o atestado mais expressivo do Seu amor pela Humanidade.

Pensemos nEle, quando chamados a falar insensatamente, e sigamos Seu exemplo.

Pensemos nisso.

[Redação do Momento Espírita, com base no cap. 7, do livro Momentos de coragem, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed Leal. Doi site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3738&stat=0%5D