Gratidão à vida!

gratidão

É possível que você pense que poderia ser mais inteligente e se aborreça com suas limitações pessoais e com os esforços necessários para estudar, aprender, avançar.

Mas talvez nunca tenha pensado naqueles que renascem com profundas limitações na área do intelecto, desconectados da própria mente, imersos nessa ou naquela sequela física, em vidas de resgate e expiação. Talvez esses tenham dificuldades maiores do que as suas.

Você já pensou que poderia ter um corpo mais harmonioso, mais elegante e condizente com os padrões de beleza instituídos.

Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que trazem deformações, mutilações, limitações na veste orgânica, com dificuldades para andar, falar, ouvir ou enxergar. Esses desejariam muito ter o corpo exatamente igual ao seu.

Você já pensou que poderia ter mais dinheiro, morar em uma casa maior, ter um carro da moda ou viajar para países distantes.

Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem da caridade alheia, sem a opção de um trabalho digno para se sustentar, sem garantia de moradia ou de alimentação diária.

Esses, possivelmente, sonhem em ter a casa e o salário que você dispõe.

Você já pensou que sua família é um peso imenso em seus ombros, que gostaria de ter os filhos semelhantes àqueles que você vê em outros lares e ter o cônjuge igual a outros casais que você conhece.

Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem sós, sem família, sem alguém para dizer oi ao chegar em casa, para dividir suas frustrações e seus sonhos, ou para compartilhar a mesa de refeições.

É possível que esses sonhem todos os dias em ter uma família como a sua, problemática e de difícil trato, mas pelo menos teriam seres próximos a quem pudessem entregar o seu amor, compartilhar suas carências.

Muitas vezes sonhamos com outra vida, outro corpo, outros entes queridos, outra trajetória.

Sonhamos com aquilo que, infantilmente, imaginamos nos faria felizes.

Mas, possivelmente, a beleza do corpo nos trouxesse a vaidade desmedida.

A inteligência privilegiada nos tornasse arrogantes e pretensiosos.

O dinheiro em excesso talvez nos conduzisse a vícios e comportamentos comprometedores.

E nos destituirmos da família seria o caminho para o egoísmo e a solidão.

Dessa forma, percebemos que a vida é feita de bênçãos, de oportunidades de aprendizado. Tudo ao nosso redor é aquilo que Deus provê para melhor aproveitarmos a oportunidade da vida.

E os Seus desígnios são de sabedoria e amor irretocáveis.

Assim, ao analisarmos tudo que temos, nosso corpo, nossa condição financeira, nossas capacidades e nossa família, agradeçamos a Deus por tudo isso.

Afinal, de nossa existência, o que nos pertence mesmo é aquilo que podemos guardar no cofre do coração. Tudo o mais é empréstimo Divino para que possamos galgar a estrada rumo à perfeição.

São empréstimos que nos cabe usufruir de forma consciente, deles extraindo o melhor.

[Fonte: Redação do Momento Espírita]

Decisão e vontade

Incerteza parece coisa de pouca monta, mas é assunto de importância fundamental no caminho de cada um.

As criaturas entram na instabilidade moral, habituam-se a ela, e passam ao domínio das forças negativas sem perceber.

Dizem-se confiantes pela manhã e acabam indecisas à noite.

Freqüentemente rogam em prece:

– Senhor! Eis-me diante de tua vontade!…

Mostra-me o que devo fazer!…

E quando o Senhor lhes revela, através das circunstâncias, o quadro de serviço a expressar-se, conforme as necessidades a que se ajustam, exclamam em desconsolo:

– Quem sou eu para realizar semelhante tarefa?

Não tenho forças.

Ai de mim que sou inútil!…

Sabem que é preciso servir para se renovarem, mas paradoxalmente esperam renovar-se sem servir.

Dispõem de verbo fácil e muitas vezes se proclamam inabilitadas para falar auxiliando a alguém nas construções do Espírito.

Possuem dedos ágeis, quais filtros inteligentes engastados nas mãos; entretanto, costumam asseverar-se inseguras na execução das boas obras.

Ouvem preleções edificantes ou mergulham-se na assimilação de livros nobres, prometendo heroísmo para o dia seguinte, mas, passada a emoção, volvem à estaca zero, à maneira de viajante que desiste de avançar nos primeiros passos de qualquer jornada.

Louvam na rua o equilíbrio e a serenidade e, às vezes, dentro de casa, disputam campeonatos de irritação.

O dever jaz à frente, a oportunidade de elevação surge brilhando, os recursos enfileiram-se para o êxito e realizações chamam urgentes, mas preferem a fuga da obrigação sob o pretexto de que é preciso cautela para evitar o mal, quando o bem francamente lhes bate à porta.

Trabalho, ação, aprendizado, melhoria!…

Não te ponhas à espera deles sob a imaginária incapacidade de procurá-los, à vista de imperfeições e defeitos que te marcaram ontem.

Realização pede apoio da fé.

Mãos à obra.

Tudo o que serve para corrigir, elevar, educar e construir, nasce primeiramente no esforço da vontade unida à decisão.

[Francisco Cândido Xavier, Emmanuel. Livro: Rumo Certo]

Sentir Deus

sentir Deus

O jovem professor entrou na sala de aula e encontrou seus pequenos alunos debatendo, calorosamente, sobre Deus.

Como poderiam acreditar que Deus existe se não conseguiam vê-Lo, nem tocá-Lo?

Percebendo o nível da discussão filosófica das crianças, o professor pediu licença e propôs a elas uma experiência.

Colocou sobre a mesa dois copos transparentes com água, e perguntou se elas podiam notar algo de diferente entre um e outro.

Os pequenos responderam, em uma só voz: Nenhuma diferença. Ambos contêm água limpa.

Então, o jovem deu a cada um deles uma colher, pedindo-lhes que provassem um pouco do conteúdo de cada copo.

Quando todos haviam experimentado tornou a perguntar: E então, ainda afirmam que são iguais?

E a resposta foi outra: Não, num dos copos a água é doce, no outro não é.

Aí o jovem educador disse: Acontece o mesmo com relação a Deus. Para perceber a Sua existência é preciso experimentá-Lo.

Não podemos vê-Lo nem tocá-Lo, mas podemos senti-Lo.

E percebendo que a classe estava ávida para saber mais a respeito dessas questões, o professor continuou com seus argumentos.

Deus não pode ser tocado com as mãos, nem medido com fita métrica, pesado na balança, ou visto com os olhos físicos.

Mas podemos sentir Deus ao tocar as pétalas de uma flor, sua textura aveludada, seu perfume, sua coloração única…

Não podemos medir Deus, mas podemos mensurar Sua grandiosidade nas dimensões do Universo, nos astros a girar no firmamento, nas manhãs claras e belas, na organização dos seres infinitamente pequenos.

Não podemos pesar Deus, mas podemos perceber Sua força geradora e mantenedora, nas Leis que regem e sustentam constelações, nebulosas e galáxias, suspensas no espaço sem fim.

Podemos observar o Criador no impulso das ondas que agitam os oceanos, no instinto dos animais, na dança das estações.

Não conseguimos ver Deus com os olhos, mas podemos sentir Deus nas múltiplas expressões do bem e do belo, do amor criativo e ativo, na chama de esperança que vibra na alma de cada filho Seu.

Deus é invisível, mas Sua presença é evidente nas várias expressões do dinamismo da vida:

No sangue que corre em nossas veias…

No oxigênio que respiramos…

No sol que dardeja ouro sobre a Terra, possibilitando a vida…

Na lua, satélite silencioso e solitário, que vigia o planeta durante as noites…

Na chuva, que cai de mansinho acordando as sementes que dormem sob o solo generoso…

Na brisa leve que conduz o pólen e permite a geração das flores.

Ah, as flores…

As flores são a assinatura do próprio Criador no quadro da natureza…

*   *   *

O observador atento não enxerga só com os olhos do corpo…

Como disse o poeta ao seu Pequeno Príncipe: O essencial é invisível aos olhos. Porque os olhos são extremamente limitados.

Os filósofos, os poetas, os artistas, os profetas e, por que não, os cientistas, veem mais com a alma do que com os olhos.

Para enxergar bastam os olhos mas para ver é preciso um sentido a mais…

Pense nisso e experimente sentir Deus.

[Fonte: Momento Espírita]

Jesus em Ti

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O Senhor Jesus te convoca para a grande tarefa redentora,

na oficina sublime da Terra.

Não aguardes, contudo, nenhuma insígnia que te diferencie

o modo de ser e de apresentar-te, porque o plano terrestre

está esvaziado daqueles que verdadeiramente amam,

embora esteja repleto de campeões de verbo inflamado… e

de mãos vazias de realizações nobres.

Não aguardes, pois, que o teu próximo se renda a teus pés

e nem esperes receber um diploma celeste, para começares

a tarefa que te enobrecerá.

Jesus te conhece.

Jesus aguarda de ti as melhores esperanças.

Jesus sabe quem és, quem virás a ser, após ajustar-te às

Leis do Amor.

O instante, portanto, é de decidir-te a viver não só por ti e

pelos teus, mas viveres e realizar-te a bem de todos, amigos

e inimigos.

Ergue-te, pois assim como alguém que em ouvindo o convite

do Alto, cresce, ajusta-se, renova-se e se entrega às

tarefas redentoras que o auxiliarão a redimir-se.

É fazendo que se liberta.

É realizando, que você se realiza.

É esquecendo-se de si mesmo, que cada um se fará lembrado,

abrindo, finalmente, o Reino de Deus que se encontra

dentro do seu próprio coração.

Ama e serás amado.

Terás Jesus em ti, porque estarás dentro dos planos do

Senhor.

Paz.

[Texto de Roque Jacintho]

O óbvio

Certa vez, um amigo abordou o médium Chico Xavier e lhe perguntou:

Chico, na sua opinião, qual é o homem mais rico?

Para mim, respondeu ele, o homem mais rico é o que tenha menos necessidades.

Arriscando nova pergunta, o companheiro quis saber:

E o homem mais justo e sábio?

Com o fraterno sorriso de sempre, ele voltou a responder:

O homem mais justo e sábio é o que cumpre com o dever.

Mas– voltou a insistir o homem, certamente querendo uma resposta ou revelação diferente – o que você está me dizendo é o óbvio!

Sem parar o que estava fazendo e, com a espontaneidade de sempre, Chico terminou dizendo:

Meu filho, tudo que está no Evangelho é o óbvio!

Não existem segredos nem mistérios para a salvação da alma. Nada mais óbvio que a verdade!

O nosso problema é justamente este: queremos alcançar o céu, vivendo fora do óbvio na Terra!

*   *   *

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