Não Desista!

Mesmo que as sombras temporariamente visitem seu coração, persista.
Confia, pois Jesus continua sempre ao lado seu.
Confia, pois a noite escura sempre anuncia um dia de luz para aqueles que perseveram e seguem adiante.
Confia, pois ninguém sofre na Terra sem o auxílio do Senhor.
Confia, pois amanhã sempre nascerá um novo dia para aqueles que não desistem de viver.

Não desista!
Se a morte chegou próxima de você e retirou de seu convívio um doce amor dos dias seus, confia no Senhor, pois quem ama, devolve a Deus o seu melhor, mesmo que tenha sido alguém que você amou. Ele, ao certo, continua vivo muito além de sua tristeza.

Não desista!
Quem vive com Jesus sempre conquistará a vitória e aqueles que trabalham em nome do Senhor, encontrarão o triunfo na certeza que o trabalho é o caminho que renova e eleva cada filho ao Senhor.
Portanto, mesmo que os dias pareçam sombras sem fim, amanhã, o Senhor lhe oferecerá uma nova oportunidade para você seguir e encontrar com fé, sua felicidade.

[Gilvanize Balbino Pereira / Ferdinando]

Decisão e vontade

Incerteza parece coisa de pouca monta, mas é assunto de importância fundamental no caminho de cada um.

As criaturas entram na instabilidade moral, habituam-se a ela, e passam ao domínio das forças negativas sem perceber.

Dizem-se confiantes pela manhã e acabam indecisas à noite.

Freqüentemente rogam em prece:

– Senhor! Eis-me diante de tua vontade!…

Mostra-me o que devo fazer!…

E quando o Senhor lhes revela, através das circunstâncias, o quadro de serviço a expressar-se, conforme as necessidades a que se ajustam, exclamam em desconsolo:

– Quem sou eu para realizar semelhante tarefa?

Não tenho forças.

Ai de mim que sou inútil!…

Sabem que é preciso servir para se renovarem, mas paradoxalmente esperam renovar-se sem servir.

Dispõem de verbo fácil e muitas vezes se proclamam inabilitadas para falar auxiliando a alguém nas construções do Espírito.

Possuem dedos ágeis, quais filtros inteligentes engastados nas mãos; entretanto, costumam asseverar-se inseguras na execução das boas obras.

Ouvem preleções edificantes ou mergulham-se na assimilação de livros nobres, prometendo heroísmo para o dia seguinte, mas, passada a emoção, volvem à estaca zero, à maneira de viajante que desiste de avançar nos primeiros passos de qualquer jornada.

Louvam na rua o equilíbrio e a serenidade e, às vezes, dentro de casa, disputam campeonatos de irritação.

O dever jaz à frente, a oportunidade de elevação surge brilhando, os recursos enfileiram-se para o êxito e realizações chamam urgentes, mas preferem a fuga da obrigação sob o pretexto de que é preciso cautela para evitar o mal, quando o bem francamente lhes bate à porta.

Trabalho, ação, aprendizado, melhoria!…

Não te ponhas à espera deles sob a imaginária incapacidade de procurá-los, à vista de imperfeições e defeitos que te marcaram ontem.

Realização pede apoio da fé.

Mãos à obra.

Tudo o que serve para corrigir, elevar, educar e construir, nasce primeiramente no esforço da vontade unida à decisão.

[Francisco Cândido Xavier, Emmanuel. Livro: Rumo Certo]

Silêncio necessário

O silêncio faz grande falta na civilização contemporânea.

Fala-se em demasia, e, por conseguinte, fala-se do que não se deve, não se sabe, não convém, apenas pelo hábito de falar.

Na falta de um assunto edificante, ou indiferentes para com ele, as pessoas se utilizam de temas negativos, prejudiciais ou sórdidos, denegrindo a própria alma, insultando o próximo e consumindo energias valiosas.

Há uma preocupação excessiva em falar, opinar, mesmo quando se desconhece a questão.

Parece de bom-tom a postura de referir-se a tudo, e de a respeito de tudo estar a par.

Aumenta, assim, a maledicência, confundem-se as opiniões, e entorpecem-se os conteúdos morais das palavras.

Se cada pessoa falasse apenas o necessário e no momento oportuno, haveria um salutar silêncio na Terra.

Não o silêncio da indiferença, do descaso, da passividade, mas o silêncio do respeito, das conclusões não precipitadas, das análises mais completas sobre as coisas.

Sabemos tão pouco da vida alheia para opinar com acerto, para desenvolver uma crítica, para julgar.

Somos meros aprendizes de todas as áreas do conhecimento, para emitir opiniões sobre tudo.

Somente o silêncio nos ensinará a ouvir mais, a desenvolver a virtude da humildade, essa que nos faz compreender que, mesmo sendo sábios em muitas áreas, temos muito ainda a aprender.

Somente o silêncio poderá nos abrir a alma para as inspirações do Alto, para escutar os bons conselhos, as orientações salutares, que surgem nos momentos de meditação e oração.

Somente o silêncio no Espírito propiciará que contemplemos uma obra de arte, sentindo-a em todas as suas nuances.

Somente o silenciar das ingratidões que sofremos, conseguirá fazer com que entremos no sentimento do próximo, despertando em nossos corações a piedade, que em seguida irá se converter em ação no bem.

Somente o silêncio das palavras vazias poderá dar lugar ao canto magnífico da oração, às vozes que brotam de nosso coração.

Usa o silêncio necessário.

O silêncio faz bem àquele que o conserva.

Jesus calou muito mais do que falou.

Os seus silêncios sábios são o atestado mais expressivo do Seu amor pela Humanidade.

Pensemos nEle, quando chamados a falar insensatamente, e sigamos Seu exemplo.

Pensemos nisso.

[Redação do Momento Espírita, com base no cap. 7, do livro Momentos de coragem, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed Leal. Doi site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3738&stat=0%5D

Exercício de compaixão

Se fosses o pedinte agoniado que estende a mão à bondade pública…

Se fosses a mãezinha infeliz, atormentada pelo choro dos filhinhos que desfalecem de fome…

Se fosses a criança que vagueia desprotegida à margem do lar…

Se fosses o pai de família, atribulado, ante a doença e penúria que lhe devastam a casa…

Se fosses o enfermo desamparado, suplicando remédio…

Se fosses a criatura caída em desvalimento, implorando compreensão…

Se fosses o obsidiado, carregando inomináveis suplícios interiores, para desvencilhar-se das trevas…

Se fosses o velhinho atirado às incertezas da rua…

Se fosses o necessitado que te roga socorro, decerto perceberias com mais segurança a função da fraternidade para sustento da vida.

Se estivéssemos no lado da dificuldade maior que a nossa, compreenderíamos, de imediato, o imperativo da caridade incessante e do auxílio mútuo.

Reflitamos nisso. E nós, que nos afeiçoamos a estudos diversos, com vistas à edificação da felicidade e ao aperfeiçoamento do mundo, façamos quanto possível, semelhante exercício de compaixão.

[pelo Espírito Albino Teixeira – Do livro: Caminho Espírita, Médium: Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos.]

NÃO INVEJES

 

Banquetes, festas, prazeres,
E mundanas evidências
São ligeiros artifícios
No jogo das aparências.

Registra o velho rifão
Na luta que te apoquenta:
“Quanto mais amplo o navio
Mais ampla surge a tormenta.”

Comumente, orquestra e flores,
Com seda e brilho a granel,
Escondem grandes feridas
Rasgadas em lodo e fel.

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Oração pelo Amor

Senhor,

Estamos exaustos pelos descaminhos por que optamos.
Escolhemos o desamor e tombamos na decepção e na revolta.
Assegura‐nos rumos novos.
Ante o convite da ilusão, fortifica‐nos para fugirmos dos atalhos e
aderirmos à Verdade.
Falta‐nos força e coragem para amar como deveríamos. Por isso Te rogamos que supra nossas inibições.
Encoraja‐nos a zelar com carinho por aqueles que deliberadamente não nos querem bem.
Amplia‐nos o discernimento no uso do equilíbrio com quantos
fortalecem com amor Tua participação em nossos passos.
Jesus, ensina‐nos o amor para que vivamos no coração os sublimes
sentimentos que há muito louvamos na palavra e esquecemos ou não sabemos como aplicar.
Permita‐nos aprender a gostar da vida e amar a nós mesmos,
enaltecendo o mundo com a cooperação na Obra Excelsa do Pai e
celebrando a dádiva da vida em nossos caminhos de cada dia.
Pela súplica sincera que brota de nossa alma nesta hora, de nós receba, hoje e sempre, a gratidão de quantos Te devem tanto por receber mais que merecemos do Teu inesgotável amor.
Obrigada, Senhor!

[Ermance Dufaux – Livro, Escutando Sentimentos]